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Lembrar sem doer

Luciana Por Luciana
11 de abril de 2025
em Opinião
Tempo de leitura: 3 mins
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O livro da vida e sua compreensão ideal
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Eis aqui um artigo dedicado à psicanálise, área na qual atuo como professor e clinicando, com o devido suporte da mãe das disciplinas: a filosofia, área na qual também sou formado e leciono. A área das emoções é área muito especial quando pensamos e nos percebemos inseridos em uma linha temporal, cronológica: a da vida. Heidegger, grande nome da filosofia alemã escreveu uma belíssima obra intitulada Ser e Tempo a qual ele expõe uma teoria riquíssima sobre o ‘ente’ (nós mortais) que por ele somos denominados como ‘ser-para-vida’; determinados a tornar-se o ‘ser-para-morte’, e compete a nós nos fazermos durante esse percurso histórico.

É uma linha de filosofia ontológica, do ser, com base na filosofia existencialista de Jean-Paul Sartre, filósofo francês que expõe e defende que ‘somos condenados a ser livres’ e, portanto, somos então responsáveis por nossas escolhas. Só que tal liberdade que remete a responsabilidade trás consigo o sentimento de angústia mediante as possibilidades e a insegurança mediante os inúmeros desfechos em decorrência de cada uma em nossa vida. Feita essa breve introdução, você aceita filosofia de modo analítico junto a mim? Fico feliz com sua genuína companhia, vamos a tal reflexão.

A psicanálise é também conhecida como a ‘cura pela fala’, cura essa que se dá uma vez que se explora o inconsciente do sujeito, sujeito esse que, segundo Michel Foucault, grande nome da filosofia francesa, pressupõe que estamos sujeitos à algo ou à alguém, como que sendo submissos… Ao explorar o inconsciente que é submisso as emoções e nele ficam armazenadas as de maior impacto em nossa vida, é natural que encontremos lá armazenadas experiências boas e ruins, ambas marcantes. As boas são chamadas na PNL, Programação Neurolinguística (área que também possuo formação) de gatilhos mentais positivos, que são de grande valia para momentos onde as emoções negativas tendem a ter maior influência, tendem a ‘vencer’. Seria tal como que em uma situação de medo e insegurança, você resgatasse em seu inconsciente, a memória e a emoção de uma vivência na qual você se portou como uma pessoa corajosa.

Mas lá no mesmo local das boas emoções e experiências, também se encontram as emoções nada confortáveis, advindas de traumas, de experiências marcantes de viés negativo. Elas acometem nossos resultados em nossas diversas atividades do cotidiano e, se não encontradas e ressignificadas, seremos assim reféns dessas emoções, desses traumas, estando como que fadados a um estado de estagnação, impedidos, bloqueados de crescer, de evoluir, de amadurecer na vida profissional e principalmente, na área pessoal, a qual envolve relações pessoais e íntimas como a família, por exemplo. ‘’A ‘cura pela fala’ foi desenvolvida pelo neurologista Dr. Freud que, cansado de apenas medicar, percebeu que ouvir seus pacientes tinha grande impacto positivo na situação dos seus pacientes em paralelo com os medicamentos tradicionalmente receitados. Ouvir é uma arte, uma virtude, passível de ser aprendida e praticada.

Um bom psicanalista é aquele que sabe ouvir e sabe quando fazer a pergunta, a pergunta certa, diga-se de passagem, fazendo com que o paciente encontre no porão do inconsciente todas aquelas experiências desagradáveis, fique frente a frente com elas, e dê à elas um novo olhar, um novo significado, aprendendo com elas. Feito isso, num processo terapêutico que ao qual não se tem um prazo pré-definido, pois cada paciente é único e traz consigo um problema único, é possível enxergar com outros olhos o que anteriormente era visto como algo pejorativo, cruel, doloroso… Agora ocorreu a cura, a ‘cura pela fala’, agora é possível então olhar para trás, para o passado sem sentir a dor de outrora.

Tal experiência psicanalítica remete a técnica do grande nome, senão, o maior de todos os nomes da filosofia chamado Sócrates, ele desenvolveu o método da Maiêutica, conhecida como a arte da parteira, ao qual através de boas perguntas o analista auxiliar, tal como uma parteira, o paciente a dar ele mesmo a luz à novas ideias e significados.

Lembrar sem doer é uma consequência saudável fruto da transferência e confiança entre analista e analisando e faz com que, nós, inseridos no tempo, possamos assim obter a cura no tempo, partindo dele, do pressuposto que estamos nele, ou como defendia Heidegger: que somos ele.

Tags: ARTIGO
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