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O adoecimento emocional na busca pelo sucesso

Luciana Por Luciana
29 de agosto de 2025
em Opinião
Tempo de leitura: 3 mins
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Vivemos em uma época marcada pela aceleração do tempo, pela lógica da produtividade e pela exigência de sucesso a qualquer custo. O sujeito contemporâneo encontra-se mergulhado em uma sociedade que valoriza o desempenho acima da experiência humana, e é nesse cenário que se intensifica o mal-estar social e o consequente adoecimento emocional. É sobre essa temática que gostaria de refletir junto a você hoje, posso contar com sua companhia minha querida leitora, meu caro leitor? Ótimo, então vamos à ela.

A crescente demanda por terapias, consultas psiquiátricas e o uso cada vez mais comum de medicamentos de tarja preta não surgem por acaso. Eles são sintomas visíveis de uma subjetividade adoecida pela comparação constante, pela busca incessante da felicidade idealizada e pela auto cobrança que nunca encontra um ponto de repouso. A sociedade atual nos incita a acreditar que sempre há algo a ser conquistado, um degrau a mais na escada da realização pessoal. No entanto, esse movimento não produz satisfação duradoura, mas sim vazio e frustração.

Sigmund Freud, em O Mal-Estar na Civilização (1930), já nos alertava que o progresso cultural, embora necessário, carrega consigo a repressão dos desejos e a imposição de normas que podem gerar sofrimento. Hoje, vemos esse fenômeno intensificado: a felicidade se tornou uma obrigação, quase uma norma social. “Seja feliz, seja produtivo, seja bem-sucedido”, eis o imperativo silencioso que ecoa em redes sociais, no mercado de trabalho e até mesmo nas relações íntimas.

O resultado é uma subjetividade capturada pela lógica da performance. O sujeito não apenas trabalha, mas se sente compelido a provar constantemente seu valor. O corpo e a mente se transformam em instrumentos de um espetáculo de eficiência. Nesse contexto, a psicanálise nos ajuda a enxergar que a angústia contemporânea não nasce do fracasso em si, mas do excesso de exigência, da crença de que seria possível alcançar uma completude que nunca se realiza. O excesso de comparação (amplificado pelas redes sociais) contribui para a sensação de insuficiência crônica. O outro se torna medida do próprio valor: a vida perfeita do vizinho, o corpo escultural do influenciador, a carreira meteórica do colega. A psicanálise nos lembra que o desejo é sempre marcado pela falta, e que não existe objeto capaz de preencher totalmente o sujeito. No entanto, na sociedade atual, a falta é vivida como falha, e não como constitutiva da condição humana.

Esse equívoco gera um ciclo de sofrimento: a auto cobrança incessante leva à ansiedade; a ansiedade, à busca por soluções rápidas; e, muitas vezes, a medicalização surge como saída imediata. Não por acaso, cresce a procura por remédios ansiolíticos e antidepressivos, que prometem silenciar a dor, mas não elaboram suas causas. É como se o sintoma fosse tratado, mas a raiz permanecesse intacta.

O aumento do consumo de psicofármacos não deve ser visto apenas como um dado médico, mas como um fenômeno social. Ele indica que o mal-estar contemporâneo não é individual, mas coletivo. Trata-se de um adoecimento produzido por um sistema que transforma pessoas em engrenagens, e sentimentos em obstáculos à produtividade. A psicanálise, ao contrário da lógica do desempenho, nos convida a habitar o próprio mal-estar, a escutá-lo e dar-lhe um sentido. Em vez de buscar uma felicidade normatizada, propõe-se a construção de um caminho singular, no qual o sujeito possa lidar com seus limites sem se anular diante das expectativas externas.

Nesse sentido, cabe resgatar a reflexão freudiana: “A intenção de que o homem seja ‘feliz’ não se acha incluída no plano da Criação.” Reconhecer essa impossibilidade não é um convite ao pessimismo, mas à libertação. A felicidade absoluta, prometida pelo mercado e pelas redes, é uma miragem; o que resta ao sujeito é a possibilidade de construir uma vida que suporte a falta, que encontre satisfação no singular, e não no ideal imposto.

Assim, diante do adoecimento emocional generalizado, é urgente repensar a lógica da comparação, da cobrança e da busca incessante por completude. A sociedade precisa recuperar o valor da pausa, do silêncio e da imperfeição. Afinal, somente ao reconhecer o mal-estar como parte constitutiva da vida é que podemos transformar a dor em possibilidade de existência autêntica. Se você reconhece que precisa de ajuda, me coloco a disposição como terapeuta na área da psicanálise, me siga no Instagram e, por lá, agende sua consulta: @dr_thiagopontes_psicanalista.

 

Thiago Pontes é filósofo e psicanalista, possui formações complementares como pós-graduação em Neuropsicologia e em Psiquiatria da infância e adolescência, além de formação em PNL (Programação Neurolinguística). É escritor com oito obras publicadas de maneira independentes. Possui um perfil profissional no Instagram: @prof_thiagopontes com todo seu material profissional incluindo entrevistas em diversas emissoras de rádio e TV.
Tags: ARTIGO
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