Na próxima quarta-feira, 26 de março, Valinhos celebraria o centenário de um de seus filhos mais ilustres: Haroldo Angelo Pazinatto. Nascido em 1925, Haroldo dedicou mais de 60 anos de sua vida à arte da fotografia, eternizando momentos e transformações da cidade que amava. Se Valinhos possui uma rica memória iconográfica, o crédito é inegavelmente dele.
Filho de João Pazinatto e Letícia Ungaretti, imigrantes italianos, Haroldo foi casado com Jandira Cedran Pazinatto durante 51 anos, e com ela teve três filhos: Luiz Eduardo, Nilson Fernando e Paulo Roberto. Faleceu em 27 de dezembro de 2001, aos 76 anos.
Haroldo foi fotógrafo da Folha de Valinhos desde sua fundação em maio de1968, registrando os principais eventos da cidade. Suas lentes testemunharam a evolução urbana, a história da Festa do Figo e momentos marcantes da vida dos valinhenses. Entre 1970 e 1988, e novamente em 1997, foi o fotógrafo oficial da Prefeitura Municipal, consolidando seu papel como guardião da memória visual de Valinhos.
Uma Paixão que Começou Cedo
Aos 17 anos, Haroldo descobriu sua paixão pela fotografia ao pegar emprestada a câmera de um tio. O que começou como um hobby logo se transformou em profissão. Após trabalhar na Cia. Gessy Industrial, onde era conhecido como “Paçoca” por sua generosidade em compartilhar doces caseiros.
Na década de 1970, ao lado do amigo Mario Juliatto fundou o Foto Studio Tic na rua 7 de Setembro. O local foi, por anos, responsável por captar imagens 3 X 4 de centenas de valinhenses e de registrar centenas de casamentos.
Um legado inestimável
O legado de Haroldo Pazinatto para Valinhos é imensurável. Suas fotos revelam a alma da cidade, capturando desde a simplicidade do cotidiano até a grandiosidade de eventos históricos. O acervo de Haroldo, parte dele preservado no Centro de Memória da Unicamp e outra parte no arquivo da Folha de Valinhos, é um tesouro para as futuras gerações.