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Esvazie a mochila, tem peso aí que nem seu é!

Luciana Por Luciana
22 de agosto de 2025
em Opinião
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Nos últimos anos, a vida parece ter se tornado uma corrida sem linha de chegada. As pessoas caminham pelas ruas carregando mochilas invisíveis, pesadas de expectativas, frustrações e cobranças que nem sempre lhes pertencem. Há uma frase que ouvi recentemente e achei belíssima, ela expõe o seguinte: “Esvazie a mochila, tem peso aí que nem seu é!”; ela traduz perfeitamente o cenário contemporâneo: estamos sobrecarregados por demandas externas, muitas vezes alienados de nossas próprias necessidades emocionais. Mediante essa introdução desse artigo, gostaria de convidar você a refletir junto a mim sobre esse tema tão pertinente e urgente nos dias atuais. Posso contar com sua companhia? Ótimo, então vamos à reflexão, juntos!

A psicanálise, desde Freud, nos ensina que aquilo que não é elaborado retorna como sintoma. O excesso de pressões sociais e emocionais gera sintomas modernos: ansiedade crônica, depressão, crises de pânico, dependências e adoecimentos silenciosos que corroem a autoestima. Quando o sujeito não consegue nomear sua dor, o corpo fala e o psiquismo clama por alívio.

As redes sociais amplificam a cobrança: é preciso estar sempre produtivo, feliz, belo, atualizado. O “ideal do eu” se confunde com heróis digitais, fabricando uma tirania de comparações que aprisiona o sujeito em uma prisão narcísica. Carregamos o olhar do outro como um peso constante, mesmo que não seja nosso. Muitos buscam saídas rápidas: vícios digitais, álcool, drogas, compulsões alimentares. São paliativos que funcionam como defesas contra o mal-estar, mas que, no fundo, apenas aprofundam a ferida. O vazio não se preenche com excessos; apenas se mascara.

A psicanálise nos convida a um exercício contrário: olhar para dentro, escutar o que nos angustia e diferenciar o que é verdadeiramente nosso daquilo que introjetamos do mundo. Quantos pesos carregamos que são, na realidade, expectativas alheias? A crítica do chefe, a cobrança familiar, os padrões inalcançáveis da sociedade e tudo isso, muitas vezes, é depositado em nossa “mochila” sem que percebamos. O inconsciente guarda essas marcas e o sujeito passa assim a viver sob o jugo de um superego implacável, que acusa e exige sem trégua. Daí surge a culpa difusa, a sensação de nunca ser suficiente, o cansaço existencial.

Mas é possível se libertar. O processo analítico permite que o sujeito vá, pouco a pouco, esvaziando sua mochila psíquica. Nomear a angústia é o primeiro passo para não mais carregá-la sozinho. Reconhecer que certas dores não nos pertencem é um gesto de cuidado e de autonomia. Esvaziar a mochila não significa negar responsabilidades ou fugir da vida, mas separar o que é essencial do que é excesso. É aprender a dizer “não” ao olhar opressor do outro, é resgatar a leveza do próprio desejo.

Em 2025, mais do que nunca, precisamos reaprender a viver o presente, não como corrida, mas como experiência. Precisamos nos permitir falhar, descansar, existir para além do produtivo. Se a sociedade insiste em nos sobrecarregar, cabe a cada um escutar sua verdade interna e colocar limites. A psicanálise não promete eliminar todos os pesos, mas ensina que o fardo pode ser menos solitário e menos sufocante.

Afinal, muitas das pedras que carregamos nos ombros não são nossas. São projeções, exigências e fantasmas herdados. Reconhecer isso é abrir espaço para respirar, reconstruir a autoestima e viver de forma mais autêntica. Talvez o maior desafio de nosso tempo seja este: reaprender a caminhar mais leves, com mochilas menos cheias e corações mais livres.

Thiago Pontes é filósofo e psicanalista, possui formações complementares como pós-graduação em Neuropsicologia e em Psiquiatria da infância e adolescência, além de formação em PNL (Programação Neurolinguística). É escritor com oito obras publicadas de maneira independentes. Possui um perfil profissional no Instagram: @prof_thiagopontes com todo seu material profissional incluindo entrevistas em diversas emissoras de rádio e TV.
Tags: ARTIGO
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