No último dia 11 de janeiro, a Avenida 11 de Agosto, esquina com a Avenida Tiradentes, voltou a ser mais colorida e acolhedora. Isso porque dona Hilda Romanetti, 94 anos, a querida proprietária da Banca da Hilda, retornou ao seu posto de trabalho após quatro meses afastada por problemas de saúde.
Conhecida por sua simpatia e vasto conhecimento sobre a cidade, dona Hilda é uma figura emblemática para muitos valinhenses. Sua banca, aberta desde 2002, é um ponto de encontro para moradores de todas as idades, que buscam não apenas jornais e revistas, mas também um bate-papo agradável.
“Foram dias difíceis, sei que muita gente sentiu minha falta aqui na banca. Tenho muitos amigos e clientes queridos que foram me visitar e se preocuparam comigo”, relata dona Hilda, com a voz carregada de emoção. Uma queda que resultou em uma úlcera varicosa a afastou dos seus afazeres, mas a força de vontade e o carinho da família a fizeram superar esse período.
Dona Hilda é grata a todos que a cercam. À sua irmã, dona Rosa, que se dedicou incansavelmente aos seus cuidados, ela dedica palavras de profunda gratidão. “Minha irmã foi um anjo na minha vida”, emociona-se. E à comunidade valinhense, que a acolheu com tanto carinho durante sua recuperação, ela agradece imensamente. “A solidariedade das pessoas me tocou profundamente. Senti o quanto sou querida e valorizada”, afirma. A união da família e da comunidade foi fundamental para sua recuperação e para seu retorno à banca.
A banca, para dona Hilda, é muito mais do que um simples comércio. É um espaço onde ela cultiva amizades, se mantém ativa e encontra propósito. “A banca é minha vida. Estou voltando aos poucos e não quero parar de trabalhar”, afirma.
Enquanto muitos jovens buscam se aposentar cada vez mais cedo, dona Hilda, aos 94 anos, demonstra uma vitalidade e um amor pelo trabalho que inspiram. E seus planos vão além do dia a dia na banca. Com a Copa do Mundo de 2026 se aproximando, ela já vislumbra um futuro cheio de alegria e movimento.
“É muito gostoso essa época. É um período de euforia e as crianças, estimuladas pelos pais, querem conhecer os jogadores das seleções, especialmente do Brasil. Isso vira uma febre”, finaliza, com os olhos brilhando ao imaginar a movimentação na banca durante a Copa.
A história de dona Hilda é um exemplo de superação, dedicação e amor à vida. Sua volta ao trabalho é uma celebração para todos os valinhenses, que podem continuar contando com sua simpatia e sabedoria. Afinal, em um mundo cada vez mais acelerado, a presença de pessoas como dona Hilda nos faz acreditar que a vida é feita de pequenos prazeres, como um bom jornal, uma conversa agradável e a esperança de um futuro promissor.